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Homenagem Clube da Esquina

Homenagem ao Clube da Esquina


Clube da Esquina recebe homenagem pelos 40 anos


A Secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, participou da homenagem aos 40 anos do Clube da Esquina, promovida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na segunda-feira, 27 de maio. A solenidade contou com as presenças de Milton Nascimento, Lô Borges, Fernando Brant e de vários protagonistas desse importante movimento musical brasileiro, além de autoridades como Dinis Pinheiro, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais; Luiz Henrique, deputado estadual; Eugênio Ferraz, diretor-geral da Imprensa Oficial do Estado, e Leônidas de Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura, entre outros. Na ocasião, também foi lançado o livro “Clube da Esquina – 40 anos”, organizado por Márcio Borges.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, em seu pronunciamento, falou sobre a valorização da cultura mineira enaltecida pelo grupo. “Vasculhando nossas referências musicais, certamente encontraremos poesias e letras do Clube da Esquina. Minas tem no grupo um dos símbolos de sua riqueza cultural”, disse. A secretária também ressaltou a importância da publicação do livro “Clube da Esquina – 40 anos”. “Registrar e difundir essa memória é muito importante. Esses músicos são patrimônio de Minas e do mundo”, concluiu.

O autor do requerimento que deu origem à homenagem, deputado Luiz Henrique, enfatizou em seu discurso a importância Clube da Esquina e a sua relevância para o cenário cultural. “Nunca se viu tamanha unidade dentro da diferença. Músicos oriundos de vários cantos de Minas formaram uma verdadeira alquimia sonora. As ousadias harmônicas e rítmicas, assim como o ideal democrático e libertário, desenharam uma linguagem mineira e que conquistou os ouvidos do mundo”, afirmou.

Pelo Clube da Esquina, Fernando Brant foi o escolhido para discursar e, em tom poético e emocionado, deu a Milton Nascimento o título de ‘Anjo Negro’.

Homenagens – Durante a solenidade, os deputados Dinis Pinheiro e Luiz Henrique entregaram placas aos protagonistas do Clube da Esquina. Além de Milton Nascimento, Lô Borges e Fernando Brant, foram homenageados Alaíde Costa, Márcio Borges, Nelson Ângelo, Rubinho Batera, Tavito, Toninho Horta e Wagner Tiso. Ian Guedes, Karina Deoadato e Cafi representaram, respectivamente, Beto Guedes, Eumir Deodato e Ronaldo Bastos.

A obra – O livro "Clube da Esquina – 40 anos", tem 248 páginas e foi organizado por Márcio Borges - que também já escreveu outra obra literária, ‘Os sonhos não envelhecem’, sobre o mesmo tema - e também editado em parceria pela ALMG e a Imprensa Oficial do Estado. O livro traz fotos do grupo, letras de músicas e depoimentos dos participantes do movimento, rememorando a trajetória do Clube da Esquina dos anos 1960 aos anos 1980. São memórias que remontam à chegada de Milton Nascimento à Capital mineira e seu encontro com Lô Borges, as primeiras parcerias do grupo e os mais recentes participantes.

O Clube da Esquina – O grupo nasceu em Santa Tereza, tradicional bairro da capital mineira, no início dos anos 1960. Na época, músicos de vanguarda se reuniam nas esquinas da região para produzir canções. Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant, Márcio Borges, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta e Paulo Braga misturavam a batida da Bossa Nova a elementos do jazz, da música folclórica dos negros mineiros, do rock com algumas características das músicas erudita e hispânica. O alto nível de qualidade do som do grupo consolidou-se numa linguagem própria que ganhou o mundo em 1972, com o lançamento do disco “Clube da Esquina”, assinado por Milton Nascimento e Lô Borges.

Fonte: Governo de Minas

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