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Albert Camus

Albert Camus


Por: Pedro Kalil

Camus disse uma vez que filosofia é algo quase inútil, tirando a filosofia sobre suicídio. Seu único livro de ensaio (O Mito de Sísifo) fala exatamente sobre isso. Ele condena totalmente o niilismo como fuga fácil de nossos questionamentos. Em seus romances, Camus coloca personagens em situações limites. Em seu livro mais famoso "O Estrangeiro", o personagem Mersault é um homem comum, que mata um árabe na praia, sem nenhum motivo aparente. Mersault é preso e na prisão ele pensa sobre tudo aquilo que lhe havia acontecido. Em explosões de pensamentos, ele chega à conclusão de que a única coisa que não queria, era ficar sozinho.

"A Peste" é o romance em que Camus faz um estudo complexo sobre a sociedade, colocando toda uma cidade em situação limite. Uma peste cobre toda a cidade fazendo com que ela se feche para o mundo e comece a perceber como é o seu cotidiano, como deixamos de amar as pessoas, apenas pra amar nossas manias e conveniências. Em determinado momento do livro, ele, porém, pondera: "Se existe algo em que podemos ainda acreditar, é na compaixão humana."

Camus era aliado a Sartre no existencialismo francês. Devido ao pocisionamento contra o socialismo russo, ambos brigaram. Camus condenava o totalitarismo ali presente e colocava alta a sua bandeira defendendo a paz e a liberdade. Talvez por sempre pensar que é impossível viver sem liberdade. Ele morreu em um acidente de carro, voltando de férias e então, Jean Paul Sartre reconheceu a importância da sua obra para o mundo ocidental.

Ganhou prêmio Nobel de literatura, visitou o Brasil (tudo está registrado no livro Diário de Viagem), deixou sua marca, numa época em que pouco a pouco os pensadores foram morrendo e toda uma revolução terminando.

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