Nos dias de hoje, parece ser uma enorme pretensão tentar definir o que é o "rock'n'roll" mas, se levarmos em conta que um gênero musical não aparece simplesmente, e sim, evolui gradualmente a um ponto no tempo em que alguma publicação ou gravação, permita que os ouvintes percebam suas qualidades originais e, aí então, apliquem uma etiqueta, podemos concluir que tudo começou um pouco antes do início da segunda metade do século XX.
O Blues como música de fato nasceu e foi criado por músicos que sequer conheciam notas musicais e evidentemente não sabiam ler partituras. O improviso verbal e instrumental virou então a característica principal. Para melhorar a capacidade de improvisação foram criados alguns padrões, entre eles o Blues de 12 compassos. As letras sempre foram simples para permitir que o "Bluesman" pudesse expressar as suas emoções enquanto improvisavam.
Antes do cinema ter som, em muitas sessões de filmes mudos já havia a figura do pianista que tocava ao vivo durante a projeção, criando uma trilha sonora no momento. O som surgiu no filme O Cantor de Jazz (The jazz singer, de 1927) e veio acompanhado das primeiras notas musicais a preencherem as salas de projeção. Desde então, a música passou a ser parte essencial de um filme, somente descartada em algumas estéticas específicas, como o movimento Dogma 95. A relação do cinema com a música ficou ainda mais forte com os musicais de Hollywood entre os anos 30 e 50. A música era parte do enredo e ajudava a contar a história, com os atores cantando e dançando.