O Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte abre inscrições para oficinas
O
13º Festival Internacional de Curtas de BH promove duas oficinas no mês de Outubro,
Oficina de Introdução a Critica Cinematográfica e
Oficina - Som e Trilha Sonora: Limites e Interseções. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviar para o email:
festcurtasbh@gmail.com, com o assunto
“Inscrição Oficina”, no período
de 27 de setembro a 05 de outubro. Caso o número de inscritos seja superior ao número de vagas haverá uma seleção dos alunos, cujo resultado será
divulgado até o dia 10 de outubro, no site do festival (www.festcurtasbh.com.br) e no site da Fundação Clóvis Salgado (www.fcs.mg.gov.br).
As oficinas são gratuitas.
Oficina de Introdução a Critica Cinematográfica
Ministrante: Sérgio Alpendre
Data: 14 a 17 de outubro
Horário: 14h às 17h
Local: Sala de Vídeo – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro)
Número de vagas: 30
Ementa: a oficina tem o objetivo de preparar os alunos para o desenvolvimento do olhar crítico, visando torná-los, no futuro, capazes de captar, ampliar e repercutir possibilidades de reflexão acerca dos filmes. Pretendemos iniciar com um panorama histórico, que mostrará os principais movimentos do cinema ao longo de sua existência, com a exibição de trechos de filmes marcantes. Daremos, já nesse primeiro momento, especial atenção à maneira de olhar, de perceber a linguagem cinematográfica dentro dos filmes, condição essencial para um bom desenvolvimento da crítica. Em seguida, passaremos para os trechos dos filmes escolhidos para leitura de textos sobre eles e sobre a crítica, contextualizando movimentos cinematográficos e estudando diferentes abordagens críticas. Em um momento posterior, começaremos com os exercícios práticos, quando cada aluno deverá escrever sobre os curtas-metragens exibidos, sob orientação do ministrante.
Ministrante: Sérgio Alpendre é crítico de cinema, professor, pesquisador e jornalista. Fundou e editou a Revista Paisà, publicação impressa sobre cinema e música, existente entre 2005 e 2008. Foi redator da Contracampo de 2000 a 2010. Já escreveu para a revista Bravo, cadernos Mais e Ilustrada (Folha de São Paulo), Coleção Mestres do Cinema Europeu, Revista da Programadora Brasil, Revista Taturana e Cinequanon. Editou a 4ª edição da Revista da Programadora Brasil, em 2010. Foi curador das mostras Tarkovski e seus herdeiros (2010) e Retrospectiva do cinema paulista (2009). Atualmente é colaborador do Guia da Folha (livros, discos, filmes), do UOL e da Foco. Edita o blog Chip Hazard, exclusivo sobre cinema. Ministra cursos de história do cinema e oficinas de crítica por todo o país.
Oficina - Som e Trilha Sonora: Limites e Interseções
Ministrante: O Grivo
Data: 14 a 16 de outubro
Horário: 14h às 18h
Local: Sala de Educação Continuada – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro)
Número de vagas: 30
Ementa: A oficina, por meio da apreciação de alguns trabalhos audiovisuais de autoria própria, e de outros autores, pretende discutir a função e as diferentes formas de utilização do som direto e de sons gravados nos mais diversos ambientes, na construção de um diálogo com a trilha sonora. Pretende também discutir possibilidades diversas de comunicação da trilha e do som direto com os conceitos e parâmetros formais articulados, nestas mesmas obras. As perspectivas e funções estéticas adquiridas pelo som direto, ou atribuídas a ele, no processo de mixagem dos trabalhos audiovisuais serão discutidas na oficina. Pretende-se também realizar exercícios básicos de articulação de sons e músicas em alguns projetos audiovisuais previamente selecionados.
Ministrante: Formado em 1990, o coletivo
O Grivo notabilizou-se, em um primeiro momento, pelas produções musicais realizadas para outros artistas, como Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Rivane Neuenschwander e Valeska Soares, entre outros. O grande apelo visual de suas instalações, contudo, fez que a dupla (Nelson Soares e Marcos Moreira) passasse a ser reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações. O Grivo pertence ao seleto grupo de artistas sonoro-visuais brasileiros, como o coletivo carioca Chelpa Ferro e o paulistano Paulo Nenflidio, cujas obras são comparáveis tanto do ponto de vista estético quanto pela característica de transformar os objetos mais impensáveis em instrumentos musicais. Diferentemente desses, porém, e devido talvez à formação musical de seus dois integrantes, as obras d’O Grivo priorizam a sonoridade.
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