




A história do menino do interior de Minas que se mudou para o Rio de Janeiro e teve que enfrentar as hostilidades dos colegas da cidade grande, que faziam chacota do seu jeito e sotaque caipira, vai ser contada por Rubem Alves no projeto “Sempre Um Papo”. No encontro, autor e leitores vão poder interagir sobre as experiências de auto-conhecimento e solidão relatadas pelo convidado em seu novo livro “O Sapo que Queria ser Príncipe”. Consagrado poeta e cronista, e com um extenso currículo que passa por ensaísta, pedagogo, teólogo e psicanalista, Rubem Alves é convidado a lotar novamente o Grande Teatro do Palácio das Artes no próximo dia 16 de março, às 19h30. A entrada é franca.
Em “O Sapo que Queria ser Príncipe”, Rubem Alves relata o drama do menino da roça que foi confrontado pelos hábitos da elite carioca. Obrigado a isolar-se, ele vivencia um misto de experiências, dentre elas a paixão pelo piano. Mais tarde, Rubem, então rapaz, se aprofunda no universo religioso, que o permitiu voltar às origens, em Minas, onde trabalhou em uma comunidade pobre. Estas memórias da adolescência e juventude do autor são contadas na obra como verdadeiras lições de vida.
Nascido em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, Rubem Alves se mudou para o Rio de Janeiro em 1945. Considerado um dos intelectuais mais respeitados do país, o escritor é mestre em Teologia e lecionou durante 12 anos na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); em 1980, torna-se psicanalista. Mas foi na literatura e poesia que Alves se encontrou e, hoje, tem uma coleção invejável de obras, entre crônicas, biografia, livros de teologia, filosofia e infantis. Pela editora Planeta, além de “O Sapo que Queria ser Príncipe”, publicou “O Velho que Acordou Menino” e “Perguntaram-me se Acredito em Deus”.
Local: Gramde Teatro do Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro - Belo Horizonte
Data: 16 de março
Horário: 19h30, segunda-feira
Preço do livro: R$34,90
