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Lançamentos | Sugestões
Paul McCartney
The Fireman | Cd e DVD
Paul McCartney

Arthur G.Couto Duarte - EM Cultura
18 de março de 2010

Por anos a fio, a mídia especializada considerou as canções mais xaroposas ou tolas dos Beatles como sendo obra exclusiva de Paul McCartney. Se John Lennon era o filho querido do rock, Paul sempre foi o bastardo meloso do pop. Hoje, devidamente perdoado por ter cometido atrocidades solo como Mary had a little lamb e Silly love songs, o decano Macca vem se reabilitar por sua decisão de abraçar e explorar seu passado junto aos Fab Four. Uma auspiciosa mudança de rumos que culminou no CD duplo/DVD Good evening New York City.

Gravado a céu aberto ao longo de três concertos, em julho de 2009, Paul não se fez de rogado, desfiando um repertório em que dois terços do material derivavam do catálogo dos Beatles. Ainda que ninguém saiba ao certo o que teria motivado tal reencontro com as próprias raízes, a nova direção musical que Paul tem buscado já lhe rende aclamação transcontinental.

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Singular
Chico Amaral

Mais conhecido como letrista do Skank, Chico Amaral começou sua carreira em 1979, no conjunto de choro “Naquele Tempo”, quando tocou com Altamiro Carrilho e Cartola.

Além do Skank, participou do trabalho de vários artistas, em shows ou discos. Tocou guitarra com Marcus Viana em seu grupo Sagrado Coração da Terra; gravou com Lulu Santos no disco “Assim Caminha a Humanidade”; tocou em show com Jorge Benjor.

Participou, como convidado, de apresentações de Nivaldo Ornelas. Como compositor foi gravado por diversos nomes da MPB, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Cidade Negra. Vários artistas mineiros também gravaram suas músicas – Alda Resende, Angela Evans, Marina Machado, Kadu Viana, Amaranto, Anthonio, Maurício Tizumba, Regina Sousa entre outros.

Chico Amaral compôs com muitos artistas, além de Samuel Rosa. Entre seus parceiros estão Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Ed Motta, Totonho Villeroy, Affonsinho, Flávio Henrique, Leo Minax e Juarez Moreira.

Em 2002 gravou um CD instrumental, intitulado "Livramento", em parceria com Flávio Henrique com a participação de Milton Nascimento, Ed Motta e Marina Machado em faixas cantadas. Ainda em parceria com Flávio, co-produziu o CD “Baile das Pulgas” da cantora Marina Machado.

Uma de suas parcerias com Milton Nascimento, "Pietá", foi indicada para concorrer como melhor canção no Grammy latino de 2003. Ganhou o prêmio Multishow para a melhor canção de 2004, com a música “Vou Deixar”, em parceria com Samuel Rosa. Em 2005 compôs a trilha e o CD “Identidades” para o Grupo Corpo, no projeto Corpo Cidadão e produziu o CD “Aquele Verbo Agora” do artista Vander Lee com participações especiais nos shows de lançamento, CD que concorreu à indicação de melhor do ano, pelo Prêmio Tim de Música.

Em 2006 compôs, com Milton Nascimento, a canção “Balé da Utopia”, para filme de Marcelo Santiago. Compôs também, com o Skank, o último CD da banda, intitulado “Carrossel”. Foi um dos entrevistados no livro “Palavras Musicais” de Paulo Vilara, juntamente com os letristas Fernando Brant, Márcio Borges e Murilo Antunes.

Atualmente prepara em parceria com Flávio Henrique e Marina Machado, o lançamento do DVD “Hotel Maravilhoso”.

Ganhou como saxofonista o prêmio de melhor instrumentista do concurso BDMG para compositores de música instrumental, edição 2007.

Sua parceria com Leo Minax na música “Tempo de Samba” entrou para a trilha do filme “Pudor”, produção espanhola de Tristán Ulloa e David Ulloa , com a letra original em português. No CD "Singular" esta música foi regravada com versão em espanhol.
Daqui Pro Futuro
Pato Fu

Terminada a audição de "Daqui Pro Futuro", tem-se mais que um bom disco: o nono trabalho do Pato Fu é motivo para se orgulhar. Todo país conta com pelo menos um bom nome de pop inventivo e autêntico, e não temos razão para complexos de inferioridade nesse ponto.

Nas doze canções do álbum, a banda está se representando melhor do que nunca. Parece óbvio, mas não é tão simples ser você mesmo compondo música. Existem várias barreiras a ser ultrapassadas: influências, exageros, limitações de estúdio, pressões por um hit... O Pato Fu parece ter superado tudo isso, e cada efeito, acorde, refrão e verso de "Daqui Pro Futuro" reflete a personalidade bem-humorada, sutil, feliz e simples de seus integrantes.

O disco passeia por vários climas, desde uma discoteca de brinquedo em "Mamã Papá", composta pela alegria dos novos-pais John e Fernanda Takai, até a melancolia de "Espero", que chega a lembrar um Portishead menos deprimido. A quarta faixa é uma versão de "Cities In Dust", sucesso oitentista de Siouxie & The Banshees, mais contida mas não menos inspirada.

Andrea Echeverria, da banda colombiana Aterciopelados, participa em português e espanhol de "Tudo Vai Ficar Bem", mantendo a tradição do Pato Fu em buscar parceiros criativos no exterior. Talvez não tenha opção mesmo, que outra banda brasileira pode fazer referência a Clarice Lispector em uma canção ("A Hora da Estrela"), falar de guerra em outra ("1000 Guilhotinas") e ainda soar perfeitamente pop? (Gustavo Martins)
Lado Z
Zeca Baleiro

O cantor e compositor maranhense reúne parcerias e duetos feitos durante os dez anos de carreira em "Lado Z".
O disco traz gravações de Baleiro ao lado de nomes como Lobão, Fagner, Jards Macalé, Martinho da Vila e Rolando Boldrim.
Versões do cantor para composições de Odair José, Waldick Soriano e Tom Zé, entre outros, completam a compilação.
Confira “Hate”, ‘novo’ álbum dos Beatles

O amor se transformou em ódio. Pelo menos, é o que aponta o ‘rival’ do recém-lançado “Love”, dos Beatles. Não entendeu nada? Acesse o site www.thebeatleshate.com e confira “Hate”, compilação com novas versões para clássicos do quarteto de Liverpool.

“Sir George Master Five e o ex- baterista Pete Best Zarustica passaram sete dias inteiros num estúdio produzindo este disco”, diz uma nota no site do projeto. Entre remixagens e algumas alterações nas letras (“Drive My Car” virou “Drive My War”, por exemplo), 15 músicas integram o álbum.

Contudo, ao contrário do que parece, o objetivo da compilação não-autorizada não é de apenas satirizar o álbum trabalhado por George Martin. “Este disco declara ódio pela guerra, pelos EUA e pelos que apoiam este ato desumano”, manifestam os idealizadores do projeto.

No site, todas as músicas podem ser baixadas gratuitamente, assim como a arte de capa e papeis de parede referentes ao trabalho. Abaixo, você confere todas as músicas de “Hate”:

01. Intro / Revolution 23
02. Drive My War
03. Tomorrow Never Blows
04. Day Reaper
05. From Me To Whom?
06. Bomb Together
07. What's The New Sarah Jane
08. I'm Nuking Through You
09. Lovely Retard
10. You've Got To Hide Your Hate Away
11. Horny Pie
12. Why?
13. Buddy Girl
14. Sadness Is A War Gun
15. War Fields Forever
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