Neste sábado, dia 29/09, a Rainha Sílvia inaugura a vigésima edição do Festival da Maçã, que vai reunir esculturas e quadros de artistas locais. Tudo feito com maçã.
A vila tem apenas 2 mil habitantes, mas os artistas estão usando 35 mil maçãs de sete variedades diferentes para compor suas obras. Cerca de 20 mil pessoas são esperadas.
A estrela da festa é o quadro gigantesco que é montado todos os anos na entrada do festival: no total, 70 mil pregos estão sendo usados para prender as maçãs na tela, que é mantida em segredo até a abertura do evento.
Em 1998, o festival produziu uma entrada no Livro Guiness dos Recordes, com o maior quadro do mundo feito com maçãs: a obra do artista Helge Lundström retratou o botânico, zoólogo e médico sueco Carl von Linné, criador da classificação científica das espécies.
No total, 2,1 toneladas de maçãs de nove variedades foram usadas para montar a tela, de 72 metros quadrados.
As obras confeccionadas no Festival vão aos poucos mudando de aparência, à medida em que as maçãs amadurecem em diferentes fases. Só quando as maçãs apodrecem, geralmente em meados de outubro, a exposição é encerrada.
O período em que as obras ficam expostas ao público depende também das condições do tempo e da força dos ventos na vila, situada na zona costeira da região de Skåne - que concentra 85 % da produção de maçãs na Suécia.
O festival celebra a campanha realizada há 20 anos pelos produtores locais em defesa da maçã sueca, durante a chamada "Guerra das Maçãs". No ano de 1987, os Estados Unidos e a então Comunidade Econômica Européia (atual União Européia) exigiram que a Suécia pusesse fim ao embargo contra a importação de maçãs, imposto pelo país a fim de proteger a produção local.
A exigência provocou uma onda de protestos não só entre os produtores mas também entre a população, devido ao uso, no cultivo da maçã em outros países, de pesticidas proibidos na Suécia.
O país acabou sendo forçado a abolir o embargo. Mas os protestos deram origem a uma cruzada para promover o consumo da maçã sueca, produzida em 15 variedades no país.
"Não foi possível barrar as exigências contra o embargo", conta a organizadora do Festival, Anna Bjurnemark. "Mas a campanha para incentivar a população a consumir a maçã sueca foi um sucesso, e o Festival da Maçã é a prova viva deste sucesso."
Fonte: BBCBrasil
Claudia Varejão Wallin
De Estocolmo
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