Cia. Drástica usa apartamento para encenar espetáculo inspirado em textos de Caio Fernando Abreu
Peça sobre um casal que revê o passado e avalia o futuro vai ocupar imóvel no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.
Os conflitos de um casal são repassados para a plateia, apenas 10 em cada sessão, dentro de um apartamento.
Durante a partilha de seus objetos, um casal tenta entender o que ocorreu ou o que não ocorreu no cotidiano de seu relacionamento. A situação, descrita na sinopse do espetáculo Isso que chamamos, talvez por engano, de amor, da
Cia. Drástica, que estreia esta noite de terça-feira, dia 29/11, em Santa Efigênia, é, de tão recorrente, quase banal. Mas não pelo olhar do escritor gaúcho
Caio Fernando Abreu, autor dos contos "Para uma avenca partindo" e "Do outro lado da tarde", que foram a base para a criação da dramaturgia do espetáculo (assinada pelos atores Carloman Bonfim e Ludmilla Ramalho e pelo diretor Fábio Furtado), que comemora os 15 anos do grupo.
Este é o segundo espetáculo da Cia. Drástica baseado em texto de Caio Fernando – o primeiro, "A dama da noite", foi encenado na casa de shows Matriz. “A partir da pesquisa para "A dama da noite" resolvemos que os textos deveriam ser encenados onde o autor sugeria a ação”, conta Carloman Bonfim, logo acrescentando: “Percebemos que os personagens dele que nos interessavam narravam os acontecimentos em apartamentos.”
Dessa maneira, o grupo decidiu que Isso que chamamos... deveria ser montado justamente num apartamento. Os ensaios tiveram início em um prédio na região central. “Mas não deu certo, pois o pessoal do edifício ficou meio apreensivo com o fluxo de pessoas.” Procuraram vários imóveis para alugar, porém os empecilhos apresentados inviabilizaram a locação. Então, por falta de opções, o próprio Carloman cedeu seu apartamento. Os vizinhos do prédio, na região Leste de Belo Horizonte, concordaram com a empreitada (há, inclusive, uma sessão que será feita exclusivamente para eles), que será assistida por somente 10 pessoas a cada apresentação.
“Usamos a sala, a cozinha e o banheiro. Insinuamos algumas coisas nos outros ambientes, mas a plateia não se desloca”, conta Carloman. O público serve como testemunha da situação vivida por esse casal. “Os textos serviram de base para os personagens e, a partir disso, começamos a improvisar com esse material e também com nossas próprias experiências.” Para o ator e criador, o ambiente é essencial para o desenrolar da montagem. “Tiramos tudo da sala e da cozinha. Quando o espetáculo for para outro espaço, vai sofrer adaptações, pois ele interfere diretamente nas ações dos personagens”, conclui.
TRAJETÓRIA do grupo
Criada por ex-alunos do Teatro Universitário da UFMG, a Cia. Drástica já montou cinco espetáculos: Brincadeiras de quintal (1995), Verde Natal (2000) e Cocoricó-Sol! Férias na fazenda (2008), os três infantis. Para o público adulto, o grupo encenou Corações partidos ou Amor em pedaços (2005) e Dama da noite (2007).
Espetáculo: Isso que chamamos, talvez por engano, de amor
Local: O espetáculo será apresentado em um apartamento em Santa Efigênia, Belo Horizonte
Endereço: O endereço da apresentação só será enviado depois da confirmação de presença, que deve ser feita pelo fone
(31) 9782-6276 ou pelo e-mail
ciadrastica@gmail.com
Data: até 9 de dezembro
Horário: sempre às 20hs
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10,00 (meia)
Informações: (31) 9782-6276
Observação: São apenas 10 pessoas por sessão.
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